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Ponto de Vista - Novembro Preconceito Racial e Inclusão

Edição:

Novembro/19 | Nº 03

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Editorial:

Este espaço destina-se à publicação de reflexões temáticas, alinhadas às necessidades do cotidiano e com foco em assuntos escolhidos a cada mês, sempre baseadas nas opiniões e pontos de vista pessoais de cada membro convidado da Igreja Metodista em Água Fria, para que possam expressar seus talentos, trazendo edificação, testemunho e estímulo pela leitura.

As opiniões aqui expressas não representam a posição oficial da Igreja Metodista, mas as ideias e sentimentos particulares de cada um dos colunistas.

A profunda piedade que deve marcar a vida cristã é muito bem acompanhada do sincero esforço intelectual e do desafio sempre constante de conectar a fé cristã à realidade concreta e aos dilemas contemporâneos que nos cercam.

Este espaço é mais uma tentativa nesse esforço, em que o debate, a exposição de ideias e diferentes pontos de vista devem se fazer acompanhar das marcas indeléveis da verdadeira sabedoria e da caridade cristã.

Apesar dos diferentes conceitos e posições expressos neste nosso espaço democrático das ideias, queremos sobrelevar o fator de unidade em torno do qual nos reunimos todos: Jesus Cristo, nosso Senhor, em quem, por quem e para quem todas as coisas, nos céus e na terra, foram criadas.

A ele seja a glória para todo o sempre!

Amém.

 

Idealizador:

Pr. Luis Carlos Araújo

 

Responsável:

Cezar Carvalho Nunes

Min. Comunicação

 

Produção e Design:

Levon Behisnelian Filho

 

COMPROMISSO COM A VIDA E COM A DIGNIDADE HUMANA

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Como Igreja do Senhor, precisamos reconhecer e viver o nosso compromisso em favor da vida, da dignidade humana e da igualdade de direitos, sem exclusão.

"Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer. E, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso." (Isaías 53:3)

Quem já viveu mais de 40 ou 50 anos em cidades como São Paulo, pode testemunhar sobre as mudanças que aconteceram a fim de promover acessibilidade as pessoas com deficiência, resultado de uma mobilização mundial que despertou na sociedade um novo olhar para a questão da deficiência. Atualmente procura-se fortalecer o conceito de que a deficiência é uma característica da condição humana como tantas outras, sendo necessário garantir direitos e oportunidades iguais as pessoas com deficiência, mas ainda há muito o que fazer para que essas pessoas sejam protagonistas de suas vidas. Por muitos séculos, pessoas com deficiência foram vítimas de crueldades, chegando a ser consideradas portadoras do “castigo de Deus”. Muitas viveram em situação de extrema privação e marginalidade, não podiam ser vistas e nem ouvidas. Ao refletir sobre essa realidade me lembrei da própria condição do Servo sofredor (Messias), retratado pelo profeta Isaias quando diz: “E, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso." (Isaias 53.3b). Quantas pessoas com deficiência ainda experimentam o “virar o rosto”, o desprezo, a invisibilidade?

Como Igreja do Senhor, precisamos reconhecer e viver o nosso compromisso em favor da vida, da dignidade humana e da igualdade de direitos, sem exclusão. Precisamos ser comprometidos(as) com ações que promovam e garantam os direitos das pessoas com deficiência, eliminando toda e qualquer barreira que as impeça de participar ativamente na sociedade e na comunidade de fé.

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Dados do autor:

Rosiléia Flausino Dias AraÚjo, casada com o Pastor Luis Carlos Araújo, mãe de 3 filhos muito amados (1 rapaz e 2 moças). Formada em Pedagogia, trabalha como Redatora de revistas para Escola Dominical. Evangelista pela Igreja Metodista, da qual faz parte a 54 anos. Atualmente participa da Igreja Metodista em Água Fria, servindo na Escola Dominical e no Ministério com crianças.

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DISTINÇÃO MALÉFICA ENTRE PESSOAS

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A sociedade moderna está multifacetada, especialmente no Brasil. Ideologias procuram dividir as pessoas em grupos representativos que só servem para distorcer o conceito de sociedade sadia e povo de Deus.

"Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá." (Mateus 12.25).

No Brasil, há algumas décadas, existia somente o “povo brasileiro”, ou seja, um único povo! Assim como aconteceu com outros países. Depois, durante anos de ideologias e até teologias destrutivas, criou-se um Brasil dividido em brancos; brancos "homofóbicos"; brancos "machistas"; negros; negros e pobres; negras; negras e pobres.

Antes, existiam só os homossexuais, mas depois vieram os LGBT; LGBTQ; LGBTQiA; LGBTQiAP+; que se resumem em lésbicas, gays, bi, trans, intersexo, assexuais, agênero, pan, poli e muito mais...

Ou seja, sobre a criação de Deus em Gênesis (homem e mulher), essas ideologias hodiernas, direcionadas para seus interesses particulares e dominadores transformaram tudo isso, em algo que nem definição tem.

Hoje, um indivíduo pode se considerar o que ele quiser ser, conforme o que é pregado. Dividiu-se os índios; criou-se “os nordestinos”, o "resto do Brasil" e “o resto do povo”. Nesse período os conceitos foram se transformando e a Palavra abandonada. A sociedade deixou de ser vítima dos bandidos e eles passaram a ser vítimas da sociedade; a família tornou-se desunida; professor deixou de ser mestre para ser vítima de agressão; bandido virou herói e polícia virou bandido; ser corrupto virou orgulho e ser honesto virou piada. A sociedade ficou doente e essa mentalidade só fez corromper a evolução social-cristã no Brasil.

Se existia algo de bom nisso tudo, não foi com essa intenção! Mas com a intenção de iludir o povo de Deus, em nome de Satanás, para depois tirar proveito e se beneficiar de uma sociedade iludida e corrompida.

Agora, pela misericórdia de Deus, o povo se vê com a oportunidade de corrigir seus erros, mudar seu futuro e definir de que lado está.

O inimigo continuará tentando destruir a família.

Basta sabermos em que lado queremos ficar.

.evandro

Dados do autor:

EVANDRO TEIXEIRA ALVES, 54 anos, coronel aposentado, teólogo, mestre em Eclesiologia e Doutor em Ciências Policiais, é casado com CARLA LAURINO TEIXEIRA ALVES e pai de VITÓRIA TEIXEIRA ALVES. Atualmente, trabalha como Consultor na área de Engenharia e Prevenção Contra Incêndio. É professor no Ministério de Ensino da IMAF, corista e cooperador no Projeto de Discipulado. Já serviu em quase todos os ministérios da Igreja. Tem experiência na docência por mais de 28 anos e tem um livro escrito sobre Eclesiologia.

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PODCAST #1:

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O DESAFIO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS

 imagem paulo

Para apenas 1/5 das vagas do mercado de trabalho, negros e brancos concorrem em igualdade de condições quando é exigida a proficiência em outro idioma (por exemplo, o inglês).

"Pois vocês não receberam o espírito que os torne escravos medrosos e servis, mas receberam o Espírito que os adota como verdadeiros filhos". (Romanos 8:15).

Nos dias atuais, e não raro, ainda presenciamos episódios de intolerância à nossa volta e no mundo. Quer seja por racismo (preconceito e discriminação direcionados a quem possui uma raça ou etnia diferente), xenofobia (medo ou rejeição a estrangeiros), misoginia (sentimento de repulsa e aversão às mulheres) e também homofobia (ódio direcionado aos homossexuais). Há ainda o preconceito socioeconômico, uma forma silenciosa e não-violenta de discriminação, mas que em nosso país contribui seriamente para manter a separação entre ricos e pobres, economicamente ativos e desempregados, tecnicamente aptos e não-especializados, cultos e iletrados. O acesso à EDUCAÇÃO está na raiz deste problema. Por ela, com ajuda da GRAÇA, se poderá promover a mudança.

Dentro das nossas igrejas cristãs, vivemos em um ambiente de relativa comunhão entre raças, etnias e posições socioeconômicas. Mas o desafio é ainda maior lá fora... começando no ensino e no mercado de trabalho.

Ações Afirmativas (a exemplo da política de cotas) são medidas especiais e temporárias, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantir a igualdade de oportunidade e tratamento, compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização decorrentes de motivos raciais, étnicos e econômicos ocorridas no passado. No Brasil, os 358 anos de escravidão (1530-1888) perpetuaram um racismo que implica ainda hoje na marginalização de mulheres e homens negros do mercado de trabalho e das universidades. FATO: ainda que o país possua os direitos legais de igualdade para todos os cidadãos brasileiros, tais direitos não são verificados efetivamente em todas as camadas sociais. AÇÃO: Como a sociedade e, antes, a Igreja de Cristo podem se posicionar e organizar para resolverem esta questão? FICA A PERGUNTA.

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Dados do autor:

Paulo Henrique (Ph) Oliveira Costa tem 51 anos, é casado com Maristela Alves Costa e (juntos) têm 5 filhos e uma netinha linda de 2 anos. Está integrado à IMAF desde 2016, tendo atuado como professor da Escola Bíblica de crianças e de jovens. Atua profissionalmente através de sua empresa de consultoria. Cursou pós-graduação em filosofia na Universidade Gama Filho de São Paulo e tem três livros publicados: Alegria, Entusiasmo para viver (Vida Cristã, Ed. Fôlego); Debaixo do sol, correndo atrás do vento (Filosofia, Ed. Nossa Casa) e O Leopardo e o menino (Infantojuvenil, Ed. Porto de Ideias).

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DEUS AMA O ESTRANGEIRO

 imagem fabio

O que mais me chamou a atenção foi como mensagens de ódio (...) inflamaram o povo alemão e os fizeram acreditar que a crise econômica e toda a desgraça (...) pós primeira guerra mundial era culpa dos judeus.

"Eu virei até vocês para fazer um julgamento: serei uma testemunha atenta contra os feiticeiros e contra os adúlteros, contra os que juram falso, que roubam o salário do operário, contra os opressores da viúva, e contra os que violam o direito do estrangeiro. Esses não me temem!" (Malaquias 3:5)

Na última semana de outubro, tive a oportunidade de assistir ao musical Hadassa, da companhia teatral Jeova Nissi, ao mesmo tempo em que refletia sobre o que escrever para a coluna deste mês, cujo tema é o refugiado. O musical narra duas histórias paralelas. Uma delas, a história de uma garota autista, cuja família judia foi perseguida pelo nazismo na Polônia. E a outra, a história da rainha Ester. O que mais me chamou a atenção foi como as mensagens de ódio proclamadas a quatro ventos, nos jornais e no rádio, sutilmente, inflamaram o povo alemão e os fizeram acreditar que a crise econômica e toda a desgraça da Alemanha, pós primeira guerra mundial, eram culpa dos judeus.

Situação semelhante ocorre hoje com a migração dos refugiados sírios para a Europa. Dos refugiados venezuelanos para o Estado de Roraima. E até mesmo, apesar de não serem refugiados, com os latinos que migram para os Estados Unidos, em busca de uma vida melhor.

A Bíblia é de uma clareza solar em diversas oportunidades em que nos convida a olhar, defender e cuidar do estrangeiro. O profeta Malaquias chega a dizer que aqueles que violam os direitos do estrangeiro não temem ao Senhor!

Minha oração ao escrever esse texto é que Deus nos envie refugiados para cuidarmos em nossa igreja. Bem como, a começar em mim, que Deus levante homens e mulheres para olharem para aqueles estrangeiros que vivem tão perto de nós, em São Paulo, mas que não são vistos. Como alguns bolivianos, por exemplo, muitas vezes em situação de trabalho análogo à escravidão nas fábricas de roupa. Que eu e você possamos comprar roupas bem baratinhas, das quais não precisamos, com o intuito de ajudá-los. Mas isto já é tema para outra coluna.

fabio.

Dados do autor:

Fabio Balieiro. Marido da Simone e discípulo de Jesus. Apaixonado por música e integrante do Ministério de Louvor.

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