Artigos

Ponto de Vista - Outubro Reforma

Edição:

Outubro/19 | Nº 02

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Editorial:

Este espaço destina-se à publicação de reflexões temáticas, alinhadas às necessidades do cotidiano e com foco em assuntos escolhidos a cada mês, sempre baseadas nas opiniões e pontos de vista pessoais de cada membro convidado da Igreja Metodista em Água Fria, para que possam expressar seus talentos, trazendo edificação, testemunho e estímulo pela leitura.

As opiniões aqui expressas não representam a posição oficial da Igreja Metodista, mas as ideias e sentimentos particulares de cada um dos colunistas.

A profunda piedade que deve marcar a vida cristã é muito bem acompanhada do sincero esforço intelectual e do desafio sempre constante de conectar a fé cristã à realidade concreta e aos dilemas contemporâneos que nos cercam.

Este espaço é mais uma tentativa nesse esforço, em que o debate, a exposição de ideias e diferentes pontos de vista devem se fazer acompanhar das marcas indeléveis da verdadeira sabedoria e da caridade cristã.

Apesar dos diferentes conceitos e posições expressos neste nosso espaço democrático das ideias, queremos sobrelevar o fator de unidade em torno do qual nos reunimos todos: Jesus Cristo, nosso Senhor, em quem, por quem e para quem todas as coisas, nos céus e na terra, foram criadas.

A ele seja a glória para todo o sempre!

Amém.

 

Idealizador:

Pr. Luis Carlos Araújo

 

Responsável:

Cezar Carvalho Nunes

Min. Comunicação

 

Produção e Design:

Levon Behisnelian Filho

 

A igreja reformada e a mensagem de vida abundante

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O clamor agora é por restaurar a Igreja na pós-modernidade, onde a verdade tornou-se prescindível, a ciência reina absoluta e a espiritualidade é tão relativizada como a nossa preferência por cores e sabores.

"Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa" Romanos 12:2.

Para entender o que significou a Reforma Protestante no século 16 é preciso ter a compreensão do contexto histórico em que ela ocorreu. Os clamores pela mudança dentro da Igreja, desde há muitos anos, refletiam o desejo de traduzir a Bíblia para a linguagem popular, a aspiração pela maior participação dos leigos, a necessidade de restaurar o evangelho ensinado pelos apóstolos e o anseio de separação entre Igreja e Estado. Entretanto os reformadores europeus, formados ou influenciados pelos monastérios agostinianos, deram um peso demasiado para a "queda" da humanidade em sua teologia, baseados principalmente nas ideias de "pecado original" e "depravação total" defendidas por Santo Agostinho.

A teologia clássica atual ainda enfatiza a "culpa" e o céu como a grande "recompensa". Mas a salvação é um meio e não um fim em si mesma. Pensar a salvação como um fim é contar a história da humanidade a partir da “queda” e não do seu próprio começo, no coração de Deus. Isto tem reflexo imediato na nossa compreensão da vida e nas ações do cotidiano.

Nunca antes tivemos tanto acesso ao texto bíblico e liberdade de expressão como temos hoje. O clamor agora é por restaurar a Igreja na pós-modernidade, onde a verdade tornou-se prescindível, a ciência reina absoluta e a espiritualidade é tão relativizada como a nossa preferência por cores e sabores. A Igreja precisa seguir proclamando a vida abundante em Cristo, no aqui e agora, que deve gerar mais amor, paz, alegria... e todos os outros frutos do Espírito, enquanto estiver vivendo nesta terra. Precisa olhar para a realidade, oferecendo esperança e respostas aos questionamentos da sociedade, mantendo-se sempre sensível às diferentes experiências no caminhar com o Senhor.

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Dados do autor:

Paulo Henrique (Ph) Oliveira Costa tem 51 anos, é casado com Maristela Alves Costa e (juntos) têm 5 filhos e uma netinha linda de 2 anos. Está integrado à IMAF desde 2016, tendo atuado como professor da Escola Bíblica de crianças e de jovens. Atua profissionalmente através de sua empresa de consultoria. Cursou pós-graduação em filosofia na Universidade Gama Filho de São Paulo e tem três livros publicados: Alegria, Entusiasmo para viver (Vida Cristã, Ed. Fôlego); Debaixo do sol, correndo atrás do vento (Filosofia, Ed. Nossa Casa) e O Leopardo e o menino (Infantojuvenil, Ed. Porto de Ideias).

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Medita nesta palavra, dia e noite

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Com que intensidade, com que “fome” temos buscado respostas na Palavra de Deus, respostas que tragam paz ao coração?

"A revelação da Tua Palavra traz luz e dá entendimento"

(Salmo 119.130).

Em 1517 Martinho Lutero deu início ao movimento conhecido como Reforma Protestante. Seu clamor e de outros que o precederam era por uma mudança na Igreja. Lutero estava inconformado com a prática da Igreja que oferecia perdão em troca de bens materiais, conhecida como indulgências. Porém, antes de enfrentar a Igreja com as suas 95 teses, foi Lutero quem precisou passar por uma mudança pessoal na forma de compreender a salvação. Sua angustia somente teve fim quando encontrou na Palavra de Deus a certeza de que somos justificados (perdoados) somente pela fé na obra que Jesus realizou na cruz. Lutero teve paz ao compreender que não há nada que possamos fazer para sermos merecedores de tão grande salvação, a única ação que podemos fazer é crer em Jesus Cristo. Lutero promoveu mudanças significativas através da Reforma, antes, porém, foi ele que viveu mudanças em sua vida a partir da busca e da compreensão da Palavra de Deus. A verdade que encontrou, não só transformou a sua vida, como também gerou um ardor em seu coração pelo evangelho, o qual é o poder de Deus para salvação de todo que nele crê. A igreja vive um tempo de muita confusão teológica, há muitos ensinos sem fundamento bíblico, e talvez, muitos estejam vivendo cheios de questionamentos até mesmo em relação a sua salvação. É preciso refletir: Com que intensidade, com que “fome” temos buscado respostas na Palavra de Deus, respostas que tragam paz ao coração? Que a mudança que desejamos na Igreja, seja fruto da mudança que só a Palavra de Deus pode realizar em nosso coração!

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Dados do autor:

Rosiléia Flausino Dias AraÚjo, casada com o Pastor Luis Carlos Araújo, mãe de 3 filhos muito amados (1 rapaz e 2 moças). Formada em Pedagogia, trabalha como Redatora de revistas para Escola Dominical. Evangelista pela Igreja Metodista, da qual faz parte a 54 anos. Atualmente participa da Igreja Metodista em Água Fria, servindo na Escola Dominical e no Ministério com crianças.

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Da revelação de Deus através da sua palavra

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(...) excesso de informação nos dias de hoje e o fácil acesso a conteúdos de pregação do evangelho como YouTube, Podcasts e outros, por vezes nos deixam preguiçosos para estudarmos profundamente o texto sagrado.

"Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir a alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4:12).

Uma das principais heranças da reforma protestante foi a possibilidade de o povo ter acesso direto à bíblia em sua língua nativa e não depender dos padres que a liam em latim e a interpretavam ao povo. Lutero, Calvino e outros defendiam as escrituras como única regra de fé, mas tal prática era impossível já que a Bíblia até então só estava disponível em latim e em suas línguas originais. O que se verifica é que homens lutaram para que a Bíblia traduzida para o alemão e posteriormente foi traduzida pra diversas línguas ao redor do mundo com a finalidade de que tivéssemos acesso direto à Palavra de Deus e pudéssemos vivê-la sem depender de gurus, interpretes, ou qualquer outra forma de dependência, mas a impressão deste que vos escreve é que caminhamos em sentido contrário. O fato de haver excesso de informação nos dias de hoje e o fácil acesso a conteúdos de pregação do evangelho como YouTube, Podcasts, mini mensagens no Instagram e outros, por vezes nos deixam preguiçosos para estudarmos profundamente o texto sagrado, inclusive pelo fato de que raramente estamos completamente concentrados quando consumimos conteúdo através das mencionadas plataformas. O que se vê são crentes dependentes de que outros interpretem as escrituras para estes e a ausência de anseio de mergulhar nas escrituras e aprender com profundidade a palavra de Deus. Não à toa vemos e por vezes somos crentes superficiais, que repetem frases de efeito e se ouve no meio evangélico muito mais canções com letras de autoajuda do que canções baseadas na Bíblia. Evidente que as redes sociais e os meios apps de streaming são ótimos meios de propagação do evangelho, mas nada pode substituir o nosso momento devocional com leitura da palavra, a fim de que o Senhor possa se revelar a nós de forma individualizada.

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Dados do autor:

Fabio Balieiro. Marido da Simone e discípulo de Jesus. Apaixonado por música e integrante do Ministério de Louvor.

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Reforma e nova reforma

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A Igreja cristã hodierna precisa refletir as suas fases existenciais e de suas características funcionais, de acordo com o que foi escrito por João em Apocalipse para as 7 Igrejas da Ásia. Qual dessas Igrejas somos hoje?

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, a ti virei, brevemente, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres" (Apocalipse 2:4,5).

Se na Igreja as estruturas e o institucionalismo tornam-se mais importantes que as pessoas, se a individualidade perde-se na massa estrutural e a comunicação entra em colapso, devido ao ambiente burocrático e organizacional que se torna ameaçador, em vez de arejado e espiritual; e se as disposições estruturais tornam-se rígidas e inflexíveis; o espaço do templo passa a virar um grande negócio, alugado para casamentos pomposos, festas fartas; se   os dízimos e ofertas passam a ser usados para compra de imóveis luxuosos, dentro e fora do país, além de outros gordos investimentos financeiros, e se os líderes não quiserem deixar o luxo e o conforto da instituição, os programas espetaculares do tipo “oba oba”; e as pregações só giram em torno de dízimos e ofertas, apenas para gerar satisfação institucional ou pessoal de seus líderes. São sintomas da necessidade de uma Nova Reforma. Bota fogo na coisa toda e “arrebenta” com tudo (1Re 15.12-13). Mas existe o outro lado da moeda! E se sua Igreja deixou de lado e desmerece todo o vitupério de Jesus Cristo na sua missão e na cruz; se não se vive mais a comunhão entre irmãos na Casa de Deus e fora dela; se uns enganam aos outros, promovem maledicência, multiplicando a iniquidade e a apostasia; e se o amor esfriou (Mt 24.12), penso que toda essa estrutura que não tem nada da genuinidade cristã, precisa ser reconstruída e reformada, contra as hostes que agem no mundo e na Igreja contra o Evangelho da Salvação e da Libertação. Não deixem que as estruturas afoguem a verdade do Evangelho. A Igreja Reformada surgiu para romper com barreiras que impediam o povo de se chegar a Deus e à sua Palavra, desviada do sentido e da missão da Igreja Cristã. Pode estar acontecendo isso, novamente!

A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço. Martinho Lutero.

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Dados do autor:

EVANDRO TEIXEIRA ALVES, 54 anos, coronel aposentado, teólogo, mestre em Eclesiologia e Doutor em Ciências Policiais, é casado com CARLA LAURINO TEIXEIRA ALVES e pai de VITÓRIA TEIXEIRA ALVES. Atualmente, trabalha como Consultor na área de Engenharia e Prevenção Contra Incêndio. É professor no Ministério de Ensino da IMAF, corista e cooperador no Projeto de Discipulado. Já serviu em quase todos os ministérios da Igreja. Tem experiência na docência por mais de 28 anos e tem um livro escrito sobre Eclesiologia.

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