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Ponto de Vista - Setembro Amarelo

Edição:

Setembro/19 | Nº 01

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Editorial:

Este espaço destina-se à publicação de reflexões temáticas, alinhadas às necessidades do cotidiano e com foco em assuntos escolhidos a cada mês, sempre baseadas nas opiniões e pontos de vista pessoais de cada membro convidado da Igreja Metodista em Água Fria, para que possam expressar seus talentos, trazendo edificação, testemunho e estímulo pela leitura.

As opiniões aqui expressas não representam a posição oficial da Igreja Metodista, mas as ideias e sentimentos particulares de cada um dos colunistas.

A profunda piedade que deve marcar a vida cristã é muito bem acompanhada do sincero esforço intelectual e do desafio sempre constante de conectar a fé cristã à realidade concreta e aos dilemas contemporâneos que nos cercam.

Este espaço é mais uma tentativa nesse esforço, em que o debate, a exposição de ideias e diferentes pontos de vista devem se fazer acompanhar das marcas indeléveis da verdadeira sabedoria e da caridade cristã.

Apesar dos diferentes conceitos e posições expressos neste nosso espaço democrático das ideias, queremos sobrelevar o fator de unidade em torno do qual nos reunimos todos: Jesus Cristo, nosso Senhor, em quem, por quem e para quem todas as coisas, nos céus e na terra, foram criadas.

A ele seja a glória para todo o sempre!

Amém.

 

Idealizador:

Pr. Luis Carlos Araújo

 

Responsável:

Cezar Carvalho Nunes

Min. Comunicação

 

Produção e Design:

Levon Behisnelian Filho

 

SUICIDEI-ME. SEREI SALVO?

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Seria o suicida salvo atentando contra a própria vida? Certamente, já vivia momentos de morte espiritual antes de chegar à morte física. Profanou o templo do Espírito Santo. O julgamento pertence aos mistérios de Deus.

"Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que receberam de Deus e que vocês não pertencem a vocês mesmos?" (1 Coríntios 6:19).

Dois são os casos de suicídio mais emblemáticos na Bíblia, com Saul (1Sm 31.4) e outro envolvendo Judas (Mt 27.5). Ambos os momentos em que os protagonistas atentaram contra si mesmos, morreram fisicamente. Mas o que se passava na mente de cada um deles neste momento crítico de suas histórias? Saul, após uma batalha contra os filisteus, perdeu seus filhos e a sua situação era de angústia profunda e medo. Em atitude de total desespero, lançou-se contra sua própria espada e suicidou-se. Judas estava corroído pelo remorso por ter traído Jesus, inocente das acusações contra a ele. Como Saul, em atitude de completo desespero, enforcou-se.

Analisemos suas vidas: Saul foi um rei ungido por Deus, mas não alcançava a graça de Deus pelos seus sucessivos erros, pecados e escolhas, cedendo às tentações, orgulho, inveja e violência. Seu reinado perdeu a unção de Deus. Saul decretou sua própria morte, mas antes de suicidar-se, já estava morto espiritualmente, havia perdido a comunhão e o compromisso com Deus. O Senhor chegou a rejeitá-lo como rei e escolheu Davi no seu lugar.

Judas estava tomado por Satanás, traía Jesus e seus discípulos, entregando-se a erros, pecados, tentações e ganância. Sua morte espiritual estava decretada pelas suas escolhas e atitudes.

O suicídio é uma atitude tomada em situação extrema de desesperança, de falta de Deus no coração e no controle. Atentar contra a própria vida é atentar contra o templo do Espírito Santo, criado e formado à imagem e semelhança do Deus Trino (Imago Dei - Gn 1.26). Um pré-suicida já está com sua morte espiritual consumada, para tanto, jamais herdará o Reino dos Céus e a Salvação. Talvez não viva mais uma vida de santidade. Mas quem somos nós para opinar isso na vida de cada um? Mistérios de Deus.

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Dados do autor:

EVANDRO TEIXEIRA ALVES, 54 anos, coronel aposentado, teólogo, mestre em Eclesiologia e Doutor em Ciências Policiais, é casado com CARLA LAURINO TEIXEIRA ALVES e pai de VITÓRIA TEIXEIRA ALVES. Atualmente, trabalha como Consultor na área de Engenharia e Prevenção Contra Incêndio. É professor no Ministério de Ensino da IMAF, corista e cooperador no Projeto de Discipulado. Já serviu em quase todos os ministérios da Igreja. Tem experiência na docência por mais de 28 anos e tem um livro escrito sobre Eclesiologia.

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Não está fácil e não tende a melhorar

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Se não nos atentarmos a esses fatores e não seguirmos as recomendações da bíblia sagrada, seremos tragados por nossas angústias (...)

"Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei e me glorificarás"

(Salmos 50:15).

Nunca antes tanta gente sofreu de desordens mentais como ansiedade, depressão e síndrome do pânico. Segundo dados de 2017 da OMS, 9,3% dos brasileiros tem algum transtorno de ansiedade e 5,8% da população sofre de depressão. Os principais motivos apontados pelos especialistas são fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida das grandes cidades. Em que pese a faixa etária mais afetada segundo as pesquisas sejam pessoas que tenham entre 55 e 74 anos, nós jovens não estamos ilesos, pelo contrário, a tendência é que nos sintamos cada vez mais angustiados com o dia de amanhã. As nossas perspectivas de ter um trabalho estável, que remunere o suficiente para suprir os custos de se viver em uma cidade como São Paulo e de sonhar com uma aposentadoria digna são cada vez piores. Soma-se a isso as pressões das redes sociais para que tenhamos uma vida cada vez mais glamorosa, onde há a falsa impressão de que nossos amigos(as) ganham mais que a gente, são mais bonitos, moram em apartamentos melhores e que os casamentos deles/delas muito mais felizes do que nos nossos. Se não nos atentarmos a esses fatores e não seguirmos as recomendações da bíblia sagrada, seremos tragados por nossas angústias, de modo que elas paulatinamente poderão se tornar ansiedade, depressão e até mesmo síndrome do pânico. Ao refletir sobre o tema, três conselhos bíblicos falaram ao meu coração. Que invoquemos ao Senhor no dia da angústia (Sl 50:15), que possamos compartilhar nossas angústias uns com os outros e que sejamos bons amigos, para que na hora da angustia nasça o irmão (PV 17:17). Que Deus nos abençoe para que tenhamos lucidez em tempos como os nossos para vivermos em paz.

fabio.

Dados do autor:

Fabio Balieiro. Marido da Simone e discípulo de Jesus. Apaixonado por música e integrante do Ministério de Louvor.

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ESCUTAR, AMAR E ACOLHER

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Quem se coloca à disposição para conversar precisa fazer pelo menos três coisas: ESCUTAR, AMAR e ACOLHER. Jesus escutava, amava e acolhia, pois Ele conhecia o valor e o propósito da vida humana.

"Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (Atos 17.28).

De acordo com dados recentes do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, cerca de 32 pessoas cometem suicídio diariamente no país. O tema é delicado, mas se importar e falar sobre isso é URGENTE. Você já deve ter visto alguma campanha de prevenção ao suicídio valorizando o simples ato de conversar. Eu disse simples? Deveria ser, mas não é. São diversas as razões pelas quais o caminho da conversa é um desafio a ser superado, não só apenas para quem precisa conversar, mas também para quem se dispõe a ouvir. Quem está passando por alguma situação que o faz pensar que não há razão para viver, nem sempre consegue colocar em palavras o que sente, ou pior, prefere não falar por medo de críticas ou julgamentos. Por isso, quem se coloca à disposição para conversar precisa fazer pelo menos três coisas: ESCUTAR, AMAR e ACOLHER. Escutar é prestar atenção ao que se ouve, e isso precisa ser feito com empatia, sem julgamentos, críticas ou falas desnecessárias. Amar é se importar, se interessar de fato, e é o que leva ao acolhimento. Acolher é levar em consideração a dor da pessoa e sua dificuldade em superá-la, é se dispor para estar junto, sem cobranças, pelo tempo que for necessário. Jesus deu o exemplo, Ele percebia as pessoas, enxergava suas aflições, interrompeu suas caminhadas para dar atenção a elas. Ele as tocava e as convidava a olhar para Ele. Jesus escutava, amava e acolhia, pois Ele conhecia o valor e o propósito da vida humana. O sentido da nossa existência e a razão da nossa vida está em Deus, é Nele que vivemos, nos movemos e existimos. Se disponha a escutar e acolher com amor aqueles que precisam encontrar o sentido e a razão para viver.

*Expositor Cristão-setembro/2019 (Jornal Metodista)

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Dados do autor:

Rosiléia Flausino Dias AraÚjo, casada com o Pastor Luis Carlos Araújo, mãe de 3 filhos muito amados (1 rapaz e 2 moças). Formada em Pedagogia, trabalha como Redatora de revistas para Escola Dominical. Evangelista pela Igreja Metodista, da qual faz parte a 54 anos. Atualmente participa da Igreja Metodista em Água Fria, servindo na Escola Dominical e no Ministério com crianças.

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MENSAGEM aos que estão caminhando para a morte

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Se em algum momento você já teve pensamentos que apontavam para a morte como a única saída possível para a sua situação, saiba o seguinte: Deus entende a sua dor e sabe o quanto ela é real.

"Quem, então, pode nos separar do amor de Cristo? Será o sofrimento ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a própria morte?" (Romanos 8:35).

O Inferno, de Dante Alighieri, que faz parte de um poema épico e teológico (Divina Comédia, 1304-1321), resume o imaginário popular a respeito do destino dos suicidas, adotado desde a Idade Média. Segundo esta visão, expressa nos versos de Dante, os que atentaram contra a própria vida nem são dignos de clemência (ou purgatório), destinados a permanecer para sempre transformados em árvores, na selva das harpias. Se existe uma ideia formada no pensamento coletivo, por outro lado, não existe juízo algum proferido na Bíblia especificamente contra o suicida.

Inicialmente, é preciso combater essa ideia de que as pessoas que cometeram ato extremo contra a própria vida estariam, necessariamente, condenadas ao inferno.

O suicídio não deve ser simplificado ou atribuído a uma única causa. Trata-se do desfecho triste e fatal para uma série de fatores e acontecimentos em vida, que levam ao desespero e à falta de perspectiva. Interessa-nos saber como podemos atuar preventivamente no problema.

Se em algum momento você já teve pensamentos que apontavam para a morte como a única saída possível para a sua situação, saiba o seguinte: Deus entende a sua dor e sabe o quanto ela é real. Fale dos seus sentimentos para Ele. Converse com algum amigo. Procure ajuda médica para livrar-se mais rapidamente desse quadro. Cuide de sua saúde física. Faça mais exercícios. Mantenha-se saudável mentalmente reencontrando o sentido da vida no trabalho, naquele seu projeto antigo, na família e naqueles que você ama. Abandone a negatividade.

A vida é um presente maravilhoso que nos foi dado por Deus. Agarre-se a ela com todas as suas forças. Ainda há esperança!

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Dados do autor:

Paulo Henrique (Ph) Oliveira Costa tem 51 anos, é casado com Maristela Alves Costa e (juntos) têm 5 filhos e uma netinha linda de 2 anos. Está integrado à IMAF desde 2016, tendo atuado como professor da Escola Bíblica de crianças e de jovens. Atua profissionalmente através de sua empresa de consultoria. Cursou pós-graduação em filosofia na Universidade Gama Filho de São Paulo e tem três livros publicados: Alegria, Entusiasmo para viver (Vida Cristã, Ed. Fôlego); Debaixo do sol, correndo atrás do vento (Filosofia, Ed. Nossa Casa) e O Leopardo e o menino (Infantojuvenil, Ed. Porto de Ideias).

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